Domingo, 5 de Abril de 2009

Algumas páginas em branco, mas nenhuma arrancada

Quanto tempo desde o último post?
Qual teria sido o fim daquela história cheia de idas e vindas?

Ainda me lembro daquela última briga... As duas deitadas na cama, chorando e ambas percebendo que o fim estava próximo.
E toda aquela dor só por imaginar que os dias jamais seriam os mesmos sem ela.
Enquanto ela estava deitada ao meu lado, tão perto e ao mesmo tempo tão longe, eu pude relembrar a última noite de prazer, na comemoração de 1 ano. Todo o amor, todo carinho, todas as promessas de uma vida inteira pela frente... Os bons momentos impregnavam meus pensamentos, mas a realidade se mostrava tão fria que não havia mais como conviver com aquele problema.

Quanto uma pessoa muda em 4 meses? Quanto tempo levamos para amadurecer e perceber que nunca se é maduro o suficiente e que acima de tudo a vida é um constante aprendizado?

Aquela foi a última briga, pelo menos por aquele motivo. E sabe qual a conclusão que cheguei? Que viver com brigas é ruim, mas que elas são um indicativo de que ainda existem pessoas ali lutando por algo que realmente vale à pena.

Hoje, quatro meses depois, muita coisa mudou, mas apenas uma coisa continua de pé: a certeza de que um amor pra vida toda não acaba em uma crise, assim como não se perde uma guerra por causa de uma batalha.

E foi assim que superamos um grande obstáculo: enfrentando-o. Ela foi a responsável por tudo isso, agindo de forma madura e me ensinando como fazer o mesmo. Foi ela quem decidiu que aquela situação que tanto me incomodava jamais se repetiria e manteve sua palavra. E me colocou no bolso com sua atitude.

Durante esses tempo que estive fora muitas coisas maravilhosas aconteceram... Passamos o reveillon juntas e ficamos uma semana sozinhas com uma vidinha quase de casadas no ap da irmã dela; esclarecemos muitas coisas e fizemos as pazes com nossas ex que estão super bem no namoro; fizemos um cruzeiro maravilhoso para a Argentina com a mãe dela, com direito a uma super rapidinha dentro da cabine que balançava muuuito!; assumi para minha mãe que sou homossexual, que namoro com A. e que infelizmente (do ponto de vista dela) isso não ia mudar.

Muitas coisas boas e algumas mais ou menos. Mas a vida é sempre assim, não é mesmo?

Atualmente estamos pasando por outras preocupações. Uma delas diz respeito ao que faremos depois de nossa formatura, que ocorre em janeiro de 2010, mas isso é assunto para outro post.

Mas o que me fez ressurgir das cinzas e voltar a postar?
Tudo começou um dia desses, quando ela veio me contar toda feliz que estava lendo um conto super lindo e que a deixava ainda mais apaixonada. Fiquei um pouco relutante em ler o tal conto, pois não acreditava que um conto pudesse despertar tais sentimentos em uma pessoa. Pois bem, hoje comecei a ler o famoso "Um amor além da amizade". Estou no capítulo12 ( ele vai até o 22) e realmente preciso admitir que ele mexe com a gente. Não sei é porque não leio muitos contos assim, mas ele me deixou ainda mais apaixonada e encantada pelo amor que pode existir entre duas mulheres. Obviamente vou deixar o link do blog onde o conto encontra-se disponível e dizer que se alguma de vocês nunca leu ou se gostam de contos de amor entre duas garotas, essa é uam oportunidade de ler algo legal. O blog se chama "Quarto Vazio" e será devidamente adicionado aos favoritos, não apenas por este conto, mas pelas belas palavras escritas por sua autora.

OK, mas o conto não foi exatamente a razão pela qual eu decidi voltar a escrever. Ele apenas despertou em mim a vontade de compartilhar minhas experiencias novamente aqui neste espaço.

Além do mais começei a não me sentir bem com a sensação de "fim" que passei no último post. Assim, fiz questão de vir aqui hoje para reafirmar que o meu amor está cada vez mais forte, mais maduro e que estou em constante aprendizado sobre como agir diante das inúmeras situações que a vida nos coloca.

E pra você meu amor, minha maior fonte de inspiração, venho dizer que meu mundo existe porque você está nele. Quero agradecer a você por toda paciência que você tem com minhas atitudes, que as vezes acabam te magoando (como hoje, por exemplo) e acima de tudo, dizer que estarei sempre procurando ser uma pessoa melhor para você pois não há nada que eu quero mais nesta vida do que vivê-la intensamente e completamente ao seu lado.


Março de 2009, em algum lugar do atlântico



Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Ainda lembro...

Fizemos 1 ano no dia 03 de dezembro.

Foram tantos momentos maravilhosos juntos que decidi relembrá-los num caderno de recordações e dar pra ela de presente. Havia fotos, histórias que marcaram, um dvd com todos os vídeos que fiz pra ela (incluindo um vídeo inédito de 1 ano) e um Cd com todas as músicas que fizeram parte da nossa história nesse tempo todo. Depois de tudo pronto e de ter entregue o presente percebi que havia esquecido de tanta coisa que seria impossível tentar resgatar todos os momentos em um caderno.

Ela fez uma surpresa pra mim. Organizou um ambiente japonês, pediu comida japonesa e decorou o quarto com pétalas de rosas em cima da cama. Após comer nos deitamos na cama e assistimos todos os vídeos, lemos o caderno e ouvimos rapidamente o Cd com nossas músicas.

Um tempinho depois fizemos amor de um jeito maravilhoso, num lugar super gostoso. Havia tesão, olhares, toques, beijos, palavras, gemidos e sobretudo amor.

Hoje, 18 dias depois, eu não sei onde colocar isso tudo e mais um pouco.

Eu estou assustada, porque em 1 ano e 18 dias hoje foi a 1º vez que eu realmente admiti a possibilidade de viver sem ela.

Mesmo nas nossas piores brigas eu sempre tive certeza que depois tudo ia se acalmar e que íamos nos acertar. Hoje eu não tenho essa certeza. Hoje eu não sei se eu quero continuar com isso.

Hoje eu me decepcionei. Fui enganada (não fui traída). Passei pela mesma situação de 2 anos atrás quando minha ex jurava que 2+2=4 quando na verdade eu já tinha certeza que o resultado era diferente. Pra que mentir?

Fiz papel de idiota mais uma vez, mas a grande questão agora não é essa.

A questão é: onde é que eu vou colocar todos os momentos, cartas, fotos, videos, músicas, sorrisos, sensações e planos que eu tinha com ela?

Como eu vou viver sem ela ao meu lado? Como eu vou ver todos os nossos amigos e não lembrar de tudo o que vivemos?


Eu acreditei quando você disse que faria qualquer coisa por mim... E quando eu disse que faria de tudo por você eu não estava mentindo...





"Ainda lembro o que passou
eu você em qualquer lugar
dizendo "onde você for eu vou"
e quando eu perguntei
ouvi você dizer
que eu era tudo o que você sempre quis
mesmo triste eu estava feliz
e acabei acreditando em ilusões
eu nem pensava em ter
que esquecer você
agora vem você dizer
"amor, eu errei com você
e só assim pude entender
que o grande mal que eu fiz
foi a mim mesmo"
vem você dizer
"amor, eu não pude evitar"
e eu te dizendo
liga o som
e apaga a luz..."

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Quase dois meses depois...

"Quem é vivo sempre aparece", diz o ditado.
E para não não fugir à regra eis que retorno a este blog perdido...

Ainda preciso tirar algumas teias de aranha daqui e aos poucos voltar com força totaol. Além do mais este post é especial, pois revela que foi meu A.V.O (brincadeira porposta pela Afrodite).

Bom, minha amiga virtual tem um blog muito bacana que eu ainda não conhecia. Comecei a dar uma olhada pra conhecê-la um pouco melhor e no 1º post do seu blog vi um textinho, ou um pensamento muito bacana escrito por ela, que me despertou interesse por aquele "mundo vão" tão interessante.
Como presente fiz uma "chamada" simples em vídeo, para blog que agora está entre os meus favoritos.
espero que ela goste e espero que vocês se isnpirem a conhecer o Mundo Vão.






Bom, e quem saiu comigo foi a Japonesuda, na qual o blog eu também ainda não conhecia, mas estou lendo e adorando!!!
E olha que máximo o presente que ganhei:


Em breve outros posts. Só pra reforçar: estou namorando e já fizemos 1 ano. Estamos bem e meu ciúmes está praticamente superado!

Beijos

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Coldplay para as horas de reflexão...





Clique para ouvir
"Life in Technicolor" do Coldplay



É o nick do meu msn hoje.

Este semestre está sendo, sem sombra de dúvidas, o mais atribulado da minha vida. As infinitas matérias da faculdade, o trabalho, a produção de vídeos, os problemas familiares, as atividades extra curriculares e pra completar um problema no relacionamento recém criado.

Já perdi a conta sobre quantos posts escrevi sobre o ciúmes, por isso pretendo finalizar de uma vez por todas este assunto aqui. Agora.

De todas as crises que dei por causa dele ainda não sei dizer qual foi a pior. Se foi o escândalo em Mariana, se foi o "roubo" de fotos no notebook dela, se foi sei lá o quê. Hoje eu entendi o quão desnecessário é esse sentimento e o quanto ele faz as pessoas terem atitudes impensadas. Atitudes que as vezes nem são grandes coisas como as que eu já fiz, mas não deixam de ser impensadas.

O vilão da vez foi o orkut. Grande clichê. Quem nunca brigou por causa dele? Quem nunca ameaçou excluir de vez essa página de relacionamento/bisbilhotamento pessoal? Aliás isso me faz lembrar que estou na comunidade "Viva o clichê".

Esses dias ela não está bem. Além de uma gripe há uma certa tristeza que ela não consegue definir bem... Uma insegurança, sei lá... Parte disso tem a ver com fato de eu ter dito à ela que vou pra França ano que vem passar de 3 a 6 meses como Au Pair. É apenas uma idéia a ser desenvolvida. É algo que eu pretendo fazer um dia na minha vida: morar na França pra aprender e praticar o francês. Mas não é hora pra pensar nisso. Não agora com o mundo frenético ao meu redor.

Hoje eu a decepcionei. Tem algo a ver com eu ter adicionado no orkut uma garota achando que ela era de uma cidade onde morei quando pequena e no fim das contas descobrir que a garota é lésbica. E que a garota já me viu na penúltima festa GLS daqui. E por eu tê-la comprimentado na última festa e trocar recados com ela e não ter contado... Ela tem razão. Não tinha nada de mais entre a tal garota e eu , mas todos concordamos que foi uma atitude suspeita, pra não dizer condenável.

Brigamos, gritamos, discutimos... Escolham o termo mais adequado. Eu não me importo. No fim é tudo a mesma situação que nós duas detestamos.

Eu tinha prometido que ia cuidar dela hoje. Acho que não cumpri a promessa.

A. - Exclua ela do seu orkut. Ver ela mandando recadinhos cheia de intmidade pra você está me dando raiva...

Amiga excluída.
Estamos resolvidas?
Não.

A. - Olha só, fiz uma coisa de cabeça quente...
D. - O que você fez?
A. - Adicionei ela e mandei um recado perguntando se ela gostou da festa. Ela é tão cara de pau que respondeu... o que você acha?
D. - Eu não acho nada...

Todo mundo tem direito de sentir ciúmes, o importante é o que você faz com ele... Todas as vezes que eu senti eu só fiz merda! Só fiz coisas das quais me arrependo, mas no fundo sei que se voltasse no tempo faria exatamente igual... Mas porque? Porque quando a gente gosta de alguém e tem medo de perder essa pessoa fazemos coisas sem pensar. Acho que deve ser assim. Pelo menos pra mim é.

Se estou chateada com o que ela fez?
Rsrsrsrs... O que foi isso perto de tudo o que já fiz? Que direito eu tenho de achar isso ruim ou não? Acho que minha opinião não importa nesse caso. O que realmente interessa aqui é o quanto podemos fazer as pessoas sofrerem sem que nos demos conta disso...

Hoje à tarde ela me disse: "Eu só não quero que você mude e quero que você seja pra sempre aquela Dani que conheci... 'Qual Dani?', perguntei. 'A Dani com quem eu saí pela 1º vez no Parque de Diversões...' Eu nunca deixei de ser a Dani que tem medo de brinquedos perigosos", respondi...

Mas eu menti. Eu não sou a mesma pessoa que ela conheceu há exatos 11 meses e 7 dias. Talvez eu continue com medo de brinquedos perigosos (diga-se de passagem qualquer coisa mais rápida que o Carrossel), mas eu pensaria com muito mais carinho na possibilidade de entrar em algum deles só pra ver seu sorriso de criança feliz ao meu lado.

Eu tô chateada. Nem sei ao certo o motivo. Não tem a ver com este fato isolado da "garota do orkut". Se A. deixou algum recado ciumento pra garota ou não, não faz diferença pra mim. Isso só abriu meus olhos e me fez enxergar o que o ciúmes pode fazer e quanto eu já fui idiota nesse relacionamento.

Ela diz que me ama e que quer construir uma vida bacana ao meu lado. Pelo menos ela dizia...

Hoje está tudo muito conturbado pra ela. Eu entendo. Ou acho que entendo. O meu entendimento não vai alterar o que ela está sentindo, então que se dane.

Mas uma coisa eu entendo. O ciúmes, a insegurança e a falta de confiança destroem um relacionamento. Desgastam. Corroem. Machucam. Estragam. Mais uma vez escolham o termo mais adequado. Eu não me importo. Na verdade eu me importo sim, porque o relacionamento é meu e talvez seja o que eu tenho de mais precioso nessa vida. Mas não está em minhas mãos decidir o futuro de tudo isso e acho que não está nas mãos dela também.

Esses dias estou com vontade de fugir.
Fugir para aquele quarto branco, com aquela cama grande e macia.
E me deitar em todos aqueles travesseiros e almofadas e me cobrir com aquele edredon branco com delicados desenhos verdes...

...E sumir... Em mim, em você... Ou na idéia que tínhamos/temos para nosso futuro.


Mas o momento ainda é de reflexão...

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Para o fim de semana...

Mais uma vez quero esclarecer que a ausência de postagens esta diretamente relacionada àfalta de tempo.

Aí você sabem como é: com a vida corrida fica dificil até pra namorar, infelizmente...

Esta semana tivemos até uma discussão por causa do pouco tempo que temos passado juntas, mas no fim nos entendemos. No fim de semana a mãe dela viaja e talvez meus pais também. Se tudo der certo teremos um fim de semana bem gostoso, tranquilas e com tempo pra gente se curtir bastante, fazendo coisas bobas e passando o tempo mesmo...

Um dia desses estávamos conversando sobre as posições que fazemos e pensamos que talvez deveríamos dar uma mudada... Tudo depende muito do dia: tem dia que estamos bem tranquilas e fazemos tudo devagar, com muito tesão, mas com muita calma.  Mas há aqueles dias que a loucura invade a cama e fica dificil até de respirar! Amo os dois jeitos!

Pensando neste fim de semana onde decidimos não ter muito compromisso com o tempo, acabei achando este vídeo super interessante que mostra algumas posições interessantíssimas para serem praticadas! Lembrando que, apesar do vídeo ser apresentado com duas mulheres, as posições podem ser praticadas por casais heteros tranquilamente!

Acho que vocês concordarão que algumas posições são imposíveis de fazer, pelo menos não acredito que elas possam ser prazeirosas. Por experiência própria sei que posições muito mirabolantes acabam machucando ou, no mínimo, causando uma boa dose de risadas!

De qualquer forma aproveitem! É o que eu vou fazer...
E bom fim de semana!





Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Fantasias...

OBS: Leia ouvindo a música do clipe abaixo .
Ela fará algum sentido ao longo do post...





Quando eu namorava o André, há 10 anos atrás, um dia rolou o seguinte papo:


D. ...Qual é sua fantasia?
André. Ah, eu queria transar com duas mulheres...

Deste dia em diante eu plantei essa idéia na minha cabeça. Eu já tinha beijado algumas meninas quando criança, inclusive a irmã dele, mas aquilo despertou algo novo dentro de mim! E a partir daquela resposta, transar com uma mulher passou a fazer parte do meu imaginário.
Bom, a tal fantasia não se concretizou enquanto namorávamos nem com nenhum outro namorado. Entretanto, com o passar do tempo minha fantasia passou de "eu e meu namorado transando com uma mulher" para "eu transando com uma mulher". A fantasia virou realidade e hoje não me imagino em outra posição (Ui!) que não seja com uma mulher. E com a minha mulher!
Mas ainda não cheguei onde eu queria com essas divagações. O foco aqui é que fantasias fazem parte de uma relação saudável, certo? Pode ser que sim, pode ser que não... No meu último relacionamento eu tinha uma fantasia: eu queria muito fazer sexo com duas mulheres! Sim, era o que eu mais queria. Cheguei a propor isso pra ex, mas ela sempre foi irredutível em negar essa possibilidade. A conversa era sempre a mesma:

D. E aí, topa?
Ex. Você fica falando isso, mas quero ver quando você me ver com outra mulher e ver que eu estou gostando...

Isso sempre acabava com minha graça. Realmente acho que a situação era demais pra mim... Mas ao mesmo tempo essa idéia mexia comigo! Bom, a idéia persistiu, apenas mudando os personagens: para não sofrer ao vê-la sentindo prazer com outra, pensei em transar com outras duas mulheres! Ridículo, né? Eu sei. Mas felizmente (ou infelizmente) eu não fiz. No fim das contas aconteceram tantos problemas por causa de uma determinada garota no nosso relacionamento que eu abandonei essa idéia de vez! Além do mais nem sei se ia conseguir essa proeza.
Na verdade, o trauma com o fim da relação foi tão grande que eu queria mesmo desistir de mulher! Eu dizia pra mim mesmo que à partir dali só ficaria com homens... Mas surgiu A.... E o resto todo mundo sabe.
Aprendi muita coisa em relação à fantasias. Sei que elas existem e que nada é proibido de imaginar, mas, pelo menos pra mim, quando gostamos de verdade de alguém e temos total satisfação com essa pessoa, acho dificil pensar coisas mirabolantes que envolvam sexo com outras pessoas. Não recrimino de forma alguma quem discorda, só quero deixar claro que essa é minha opinião!
Mas dizer que não tenho fantasias com outras pessoas não é o mesmo que dizer que não tenho fantasias, certo?!
Recentemente uma idéia maravilhosa passou por minha cabeça! Tudo começou no sábado, nos preparativos para uma festa gay que rolou aqui. Uma festa direcionada pra nós mulheres inclusive!

Estávamos nos preparando pra festa, tomando umas na casa de um amigo, quando surgiu este assunto. Não sei se eu sugeri ou se foi ela. No fim adoramos a idéia e com certeza é uma das fantasias que quero realizar o mais breve possível. Ela também. Mas afinal, que raio de fantasia é essa?
Bom garotas, começo dizendo que eu adoro mulheres. Eu AMO ser mulher e não trocaria essa condição por nada, mas devido à uma idéia geniosa, por uma noite apenas eu estarei como um homem!
Cabelos presos, roupas apropriadas, um bigode talvez. No meio das minhas pernas (e das pernas dela com certeza!), o Antônio (nosso companheiro de aventuras). Não sei como vai ser, mas estou criando boas espectativas! Acho que vai ser divertido e muito excitante! Já avisei a ela que nessa noite ela será totalmente passiva... Ela não concordou muito, mas na hora saberei exatamente como convencê-la...
Tem outra coisa que sei que vai me deixar louca e que ela ainda não fez pra mim: dançar! Essa música do clipe da Madonna por exemplo... Ela não é excitante?! Nossa, desde a primeira vez que ouvi essa música uma imagem maravilhosa me veio à cabeça e me deu uma sensação maravilhosa! Adoro músicas que estimulam uma excitação... Acho que algumas delas tornam alguns momentos ainda mais especiais!
É isso, to inspirada com esse tipo de coisa e acabei falando de mim. Como sei que vocês obviamente têm 10.000 idéias nessas cabecinhas bloguísticas, porque não dividi-las aqui hein? O convite já foi feito: deixar nos comentários alguma experiência com determinada fantasia que você já realizou e dizer qual ainda quer realizar!

Prometo que assim que eu realizar essas fantasias passo aqui pra contar a experiência!

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Depois da tempestade...


A conversa foi no dia seguinte. Logo pela manhã ela me ligou. Falei o que eu pensava: que não saberia mais como agir nessas situações. Queria dizer mais, mas as palavras não saíram. Ela se desculpou várias vezes. Aceitei apenas o primeiro pedido. Os demais nem precisavam ter existido.

A – Depois a gente se fala.
D – Ok

Isso foi às 8:30. Continuei dormindo. Acordei com uma ligação do Totô:

T – Dani, jóia? Olha só, vem almoçar aqui, no mesmo local de ontem.
D – Oi Totô, obrigada, mas não vou não...
T – Ah tá... (ele deve ter imaginado o porquê) Então tudo bem.
D – Obrigada pelo convite.

Já passava de 12:30. Almocei, olhei meu celular e fui pra frente do computador. Não havia nenhuma ligação dela. Nenhuma.
Depois de uma noite de sono as mágoas passam, as chateações ficam menores e a saudade aumenta. Liguei pra ela. Queria dizer pra gente superar isso e continuarmos felizes como sempre fomos, que eu precisava dela comigo. “Este celular encontra-se fora de área ou desligado”. Murchei. Devo ter discado algum número errado. “Este celular encontra-se fora de área ou desligado”. Estranho... Liguei pra casa dela. Telefone ocupado. Frustração. Detesto telefone ocupado. Porque ela sumiu de mim? Passou pela minha cabeça que ela estivesse no almoço do Totô. Talvez ela estivesse se divertindo lá enquanto eu estava aqui, ansiosa pra ouvir sua voz. Muito tempo se passou, muito mesmo! Cerca de 30 minutos (que pareceram uma eternidade principalmente com minha imaginação fértil criando mil situações onde ela estaria sem mim). E ela me ligou.

D – Oi, você sumiu. O que houve com seu celular?
A – Ah, eu desliguei, não queria falar com ninguém. Eu acabei de acordar,
D – E o telefone da sua casa, porque está só ocupado?
A – Hum...Estava fora do gancho... Mas você queria falar comigo?
D – Eu? (ela esteve o tempo todo em casa, que bom) Porque vpcê acha que quero dizer algo a você?
A – Uai, você não estava me ligando?
D – Ah, é...Mas não era nada demais não.
A – Então, que horas a gente vai conversar?
D – Pode ser à 16:00?
A – Pode, eu passo aí.

Fiz minhas coisas. Ela ligou dizendo eu ia atrasar. No horário re-marcado ela apareceu. Entrei no carro e fomos em direção à universidade conversar. A universidade daqui é linda (uma das mais lindas do Brasil!) e é um lugar onde sempre vamos quando queremos conversar. Paramos no estacionamento de sempre. Uma tempestade estava se formando, do lado de fora do carro. Acho que já mencionei aqui que MORRO DE MEDO DE CHUVA, e nessas condições minha atenção fica prejudicada para discutir relação.

TAC.
Nos olhamos.
D – O que foi isso?!!!
TAC
A – É pedra! Tá chovendo granizo. Vamos embora, vai amassar o carro.

Segurei a vontade de fazer uma piada com o fato do carro levar uma amassadinha de pedra de granizo em comparação com o estado do capô após se chocar com o poste. Meu medo não permitia nenhuma descontração neste momento. Saímos correndo. As pedras caindo com força no teto e no vidro. Não havia lugar coberto em que pudéssemos entrar. Mas por pura sorte havia um prédio na universidade que estava com a entrada para o saguão aberta. Era uma entrada que dava às pessoas, acesso ao hall do edifício. E era também um lugar que abrigaria o carro de forma segura, apesar de não ter a menor função de garagem.
Foi ali que paramos. Num local totalmente inusitado. E proibido.

A – Quando na sua vida você achou que entraria de carro no prédio da Economia Rural?
D – Nunca!
A – Tá vendo, é o que acontece quando você está comigo. Só coisas estranhas...
D – Mas é exatamente disso que eu gosto!

A chuva passou. Saímos de lá antes que a vigilância chegasse. Conversamos em algum momento sobre nossa situação. Já não me lembro o que foi dito, mas sei que nos acertamos. Ela disse que não queria fazer eu passar por essa situação novamente. E disse que ela não era pra mim. Eu disse que ficaríamos pra sempre juntas.
Ela é uma pessoa maravilhosa! Super generosa, amiga, divertida, inteligente e carinhosa. A namorada perfeita, sem exagero. O que aconteceu foi um deslize, como alguns que com certeza eu também cometo ou posso vir a cometer. Ela me ama. Eu a amo. Como disse sabiamente a Isa, eu quero me casar com ela e isso é suficiente pra continuar.
Ela dormiu lá em casa nesta noite. Passamos o dia seguinte todo juntas. Como terça-feira era feriado local aqui, dormi na casa dela na segunda. Posso dizer que foi tudo maravilhoso e que as poucas horas dormidas não me deixaram cansada, mas super feliz e cheia de energia para enfrentar a semana, que não está sendo das melhores.
Não haverá mais problemas como este. Ela é só uma pessoa que às vezes passa dos limites, porque a vida é sempre intensa com ela e é assim que quero viver.
Ah, e não vou brincar de bem-me-quer mal-me-quer mais não. Já passei dessa fase!




...vem a bonança!